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Segurança na Internet: dicas de como proteger e orientar

  • Artigo publicado em: 9 outubro, 2012
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É importante sempre monitorar e aconselhar os filhos sobre a internet. Se o uso está exagerado, combine uma determinada quantidade de horas por dia para o uso.  Os pais devem ainda ficar atentos aos perfis em redes sociais. Procure fazer parte deste mundo digital, se você não sabe direito como utilizar o computador, faça um curso ou mesmo peça para o seu filho lhe ensinar. 




É sempre importante orientar com relação a:

salas de bate-papo, MSN, Skype e ICQ: o perigo pode estar em falsas amizades. Muitos pedófilos utilizam essas salas para conseguir fotos ou até marcar encontros com menores. Essas fotos podem ser manipuladas e distribuídas pela rede, fugindo completamente do controle. Há ainda o risco de que tal encontro seja marcado e que o menor seja levado a pensar se tratar de alguém de sua idade, mas na verdade é um adulto buscando sexo com crianças e adolescentes. 

Orkut, Twitter, Facebook,  Myspace e Google +: orientar o adolescente para ter cuidado com o que se diz e se faz nas redes sociais. A internet é uma extensão da “vida real”, atos reprováveis o são dentro ou fora dela. As redes sociais são uma ferramenta interessante para manter contato com pessoas de interesse semelhante, porém é um alvo fácil de todo o tipo de absurdos. Há diversos casos de perfis falsos, em que alguém se passa por outra pessoa, com fotos e tudo mais. Há também casos de cyberbullying que seria o bullying dentro da internet. Há ainda o perigo de se ter os dados roubados ou ainda usados contra o internauta. É importante para os menores que sejam bloqueadas toda e qualquer informação como telefone ou ainda a escola que estuda. Esse tipo de informação pode servir de instrumento para um pedófilo ou ainda para aplicar o golpe do falso sequestro. 

Fotologs: essa moda passou há pouco tempo. Mas o que preocupava era que adolescentes, principalmente meninas, exibiam-se em poses pra lá de sensuais. Uma vez publicadas, essas fotos podem ser usadas em sites de pornografia, perdendo-se completamente o controle.

Youtube: podemos dizer que é uma febre do momento fazer vídeos e colocar na rede. A grande maioria dos vídeos é completamente inocente, como mostrar o cachorro brincando para os amigos, ou então mostrar um jeito diferente de andar de bicicleta. O problema é quando são feitas cenas comprometedoras, até de cunho sexual, e os vídeos são publicados na rede. Assim como no caso das fotos, perde-se completamente o controle. Diversos casos foram relatados na mídia recentemente.

Jogos eletrônicos: a recomendação é verificar a faixa etária a que o jogo se destina. Se há uma determinação é porque o conteúdo do jogo pode apresentar cenas de violência, sangue, palavrões e tantas outras coisas. Se um jogo é recomendado para maiores de 16 anos, não deve ser jogado por um adolescente de 12 ou então por uma criança de 8 anos. 



Assista abaixo uma reportagem do Jornal Hoje (09/10/2012) tratando do tema Segurança na Internet:



Segundo Rodrigo Nejim, da SaferNet Brasil, a escola é a fonte prioritária dos pais no que diz respeito a esclarecimentos sobre o uso da internet. Em uma pesquisa constatou-se que metade dos professores acham que as medidas de proteção atuais são insuficientes. E ainda 55% acham que é preciso encarar esse assunto e ensinar sobre segurança na internet às crianças. 

A meu ver esse é um assunto que deve ser trabalhado em conjunto entre os pais e a escola. Essa parceria é fundamental para o sucesso do tema. Em sala de aula as crianças e adolescentes podem trabalhar com atividades relacionadas. Em casa os pais têm o papel de supervisionar e reforçar o que foi trabalhado em sala de aula.

Aqui no blog já tratei do tema em outras ocasiões clique aqui para abrir as postagens.

Tenham uma ótima tarde! 
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba

Conheça o desfecho do caso do jovem norte-americano que se matou devido ao cyberbullying

  • Artigo publicado em: 4 julho, 2012
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Há quase dois anos, noticiamos aqui no blog o caso do universitário Tyler Clementi que se suicidou após ter imagens íntimas transmitidas via internet. O jovem era homossexual, sentiu-se constrangido com a atitude invasiva de seu colega de quarto que expôs seus encontros amorosos via internet. Finalmente essa história teve seu desfecho. O acusado, Dharun Ravi, foi condenado a 30 dias de prisão e 3 anos de condicional por invasão de privacidade. Apesar da pena ser considerada branda, a sentença está gerando uma grande discussão nos EUA.

Esse caso é emblemático, serve de alerta para o cuidado que devemos ter com a internet e as redes sociais. O problema não é o meio de comunicação, mas sim o mau uso que se dá a ele. A solução passa por todos nós, profissionais da área da saúde, pais, filhos e educadores. 

Reportagem foi ao ar no Jornal Fala Brasil da Record (30/06/12) 

Tenham uma ótima tarde! 

Confira artigos anteriores sobre o tema:

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Viver conectado e suas implicações

  • Artigo publicado em: 29 junho, 2012
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Cada dia é mais comum o uso de smartphones, tablets e notebooks. Estar conectado para muitos é uma necessidade profissional, para outros é um modo de vida.

Será que não estamos deixando de lado as diversas nuances que a vida tem para nos oferecer? Até quando é “normal” ficar tanto tempo plugado?

Questões como estas são cada vez mais recorrentes em meu consultório. Muitos pacientes chegam com a queixa de inadequação social, como se a “vida lá fora” estivesse pesada para ser vivida. Ao trazer essa queixa, sempre questiono sobre o uso de redes sociais e internet. Quase sempre o uso é frequente ou muito frequente. A quantidade de horas despendidas em frente ao computador ou a qualquer outro dispositivo é cada vez maior. As relações antes vivenciadas ao vivo, agora ficam adiadas pela aparente proximidade on-line.

Não sou contra o uso de nenhum artifício tecnológico, pois eles em si não são culpados de nada. Se há algo “fora do trilho” é por culpa única e exclusiva de nós, seres humanos. As pobres máquinas são inanimadas, são meras interfaces.

Com esse tipo de queixa, questiono o verdadeiro nível de conexão que temos com as outras pessoas através da internet. Vejo que em boa parte dos casos, as relações ficam a estagnadas a algo superficial.

Há quem acredite que passar horas no Facebook, por exemplo, é uma maneira de estar junto aos amigos. Me desculpe, mas não é. Nada pode substituir um abraço, um aperto de mão ou o natural som da voz humana. 

Costumo definir uma fronteira do “normal” e do patológico na relação do homem com a internet. O “normal” é passar pouco tempo conectado, o suficiente apenas para trocar algumas informações com seus contatos e preferir vivenciar o restante ao vivo, diretamente com as pessoas. Do outro lado da fronteira, está o patológico, é quando o usuário passa a preferir ficar conectado a “viver a vida real”. Dando preferência a trocar mensagens com seus contatos do que vivenciar algo ao vivo.

Você pode estar se perguntando, mas como vou saber se já passei para lado de lá da fronteira?
A resposta é simples: se o usuário utiliza as redes sociais e acaba estendendo as relações com seus contatos para a vida real ou ainda dando preferência para esse tipo de amizade, está aceitável e “normal”. Agora, se você prefere passar um final de semana em casa sentado em frente ao seu computador teclando o dia todo, é um sinal de alerta, você pode ter passado a fronteira. 

Alguns sintomas podem servir de alerta para medir sua dependência em redes sociais e internet:

– Prefere ficar conectado a se relacionar com pessoas fora das redes;
– Utiliza o smartphone enquanto faz suas refeições e com isso acaba ignorando e deixando de interagir com quem está na mesma mesa que você;
– Utiliza enquanto está caminhando, deixando de observar as coisas a sua volta;
– “Fala” com quem está a sua frente sem olhar nos olhos e continua teclando no celular;
– Usa o aparelho na cama antes de dormir e acaba se esquecendo do seu parceiro(a);
– Em casa, passa horas em frente ao computador, tablet ou smartphone e deixa de interagir com os outros entes da família;
– Mesmo sem nenhum compromisso profissional, checa os e-mails várias vezes por hora;
– Esses sintomas também se relacionam a jogos on-line: dar preferência a jogar no computador/console do que jogar uma partida de basquete com a turma, por exemplo; 


Você, caro leitor, pode ter percebido que sempre utilizo o termo “normal” entre aspas. Isso se deve a ser um termo absolutamente genérico, porém de fácil compreensão didática. Aqui neste texto, o “normal” pode também ser entendido como o saudável.

Procuro sempre tranquilizar meus pacientes neste tipo questão que está se tornando cada vez mais recorrente. O primeiro passo é reconhecer que está se sentindo viciado em redes sociais e internet. Em seguida deve-se começar a viver e interagir com o meio. Isso mesmo! Dar um aperto de mão, um bom dia, observar as crianças correndo no pátio, o barulho do ônibus passando na rua. Sim, há muita coisa acontecendo à sua volta. Perceba esse mundo, sinta-o, viva!

E claro, tentar sempre reduzir o uso de redes sociais e internet. Procurar substituir essa “falta” com leitura, filmes e relações interpessoais, passar mais tempo com quem realmente se importa com você. 

Este é um tema fascinante, se você tem alguma questão, não deixe de comentar!

Uma frase que vale para todos os excessos:

“A diferença entre o remédio e o veneno, é a dose”

Tenham um ótimo final de semana!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
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Pais são condenados por bullying cometido pelas filhas em escola

  • Artigo publicado em: 28 fevereiro, 2012
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Aqui no blog já comentei diversos assuntos relacionados ao bullying. O caso ocorrido e noticiado agora, é um caso de cyberbullying, pois ocorreu pela internet.

É muito importante que os pais participem da vida on-line dos filhos, que saibam o que estão fazendo e com quem estão se comunicando. A internet é uma extensão da vida “real”, e não um mundo à parte. Sendo assim, cabe aos pais impor limites e educar para que casos como estes não se repitam.

O assunto tem que ser levado com toda a seriedade por pais e educadores. Já houve casos até mesmo de jovens que se suicidaram após sofrer com o cyberbullying. O importante para quem está passando por isso é não sofra em silêncio! Peça ajuda a seus pais e familiares mais próximos, avise a escola e se possível consulte um advogado para conhecer os seus direitos.

Clique nos links abaixo para visualizar postagens que publiquei sobre o tema:


Segue abaixo a matéria do G1

28/02/2012 12h12 – Atualizado em 28/02/2012 15h23

Pais são condenados por bullying cometido pelas filhas em escola

Caso ocorreu em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná. 
Família da vítima deve receber R$ 15 mil pelo ocorrido.

Os pais de duas adolescentes de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná, foram condenados pela Justiça a pagar R$ 15 mil de indenização para a família de uma adolescente que foi vítima de bullying. O caso aconteceu em um colégio particular em 2010 e a decisão ocorreu em primeira instância em fevereiro deste ano. Os pais, que foram responsabilizados pela atitude das menores e condenados, ainda podem recorrer.

Segundo o advogado de defesa, Carlos Eduardo Biazetto, duas colegas de sala da vítima conseguiram a senha do perfil do site de relacionamentos e violaram a conta da adolescente. Elas postaram mensagens pornográficas e alteraram a fotografia do perfil.

“Após postar as mensagens, as autoras do crime ainda cancelaram a senha da vítima, o que impediu que ela soubesse o que estava acontecendo. Durante mais ou menos dois meses, ela e irmão, que também aparecia em algumas fotos, viraram motivo de chacota e também foram ameaçados por vários colegas”, contou o advogado.

A professora percebeu o problema e acionou os pais da vítima para comentar sobre o caso. “Uma outra colega de sala ouviu as suspeitas comentando da alteração na internet e avisou a professora. Os pais chamaram a polícia e as adolescentes acabaram confessando o crime”, completou Biazetto.
O advogado de acusação foi procurado pela reportagem mas não foi encontrado. 

O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes em Curitiba (Nuciber), Demétrius Gonzaga de Oliveira, disse ao G1, na manhã desta terça-feira (28), que recebe cerca de dois casos semelhantes a esse por dia na capital.
“Os pais devem ficar em alerta com qualquer situação desse tipo, porque com certeza serão eles que irão responder pelo ato. Vale ressaltar que nos casos violentos, em que acontece letalidade, a condenação também pode resultar em prisão para os responsáveis legais”, explica o delegado. 


_______
Serviço:

Nuciber (Núcleo de Combate aos Cribercrimes)
R. José Loureiro, 376 – 1º. andar, 80010-000 Curitiba – PR
Tel: 41-33239448
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br




Tenham todos uma ótima tarde!

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Menina que estava desaparecida no Paraná é encontrada e já está com a família

  • Artigo publicado em: 23 novembro, 2010
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A adolescente Gabrielle Haccourt de 13 anos, que havia desaparecido na semana passada, foi encontrada pela Polícia Civil em Mandirituba (região metropolitana de Curitiba) na noite de ontem (22/11/2010). A garota estava na casa do rapaz que conheceu pela internet. A mãe de Douglas, 19 anos, com quem Gabrielle havia se encontrado, ligou para a polícia e avisou sobre o paradeiro da garota.
O reencontro com a família foi emocionante, o vídeo com a reportagem completa está logo abaixo.
O Dr. Fábio Amaro, delegado responsável pelo caso, reforçou o alerta para os pais:  
“Que sirva de alerta a todos os pais. Que eles saibam com quem seus filhos conversam nas redes de relacionamento. Que o computador não fique trancado nos quartos dos adolescentes, mas sim em um local de fácil acesso da residência, para que os genitores tenham conhecimento do que o filho faz, com quem tecla e das pessoas que eles estão conhecendo”.
Na postagem anterior há os links com meus artigos e dicas de como lidar com essa situação, clique aqui para ler todos na íntegra. Reforço mais uma vez a necessidade de se aumentar o diálogo dentro de casa. A culpa não é da internet, mas sim da maneira pela qual esse meio de comunicação está sendo usado.
Os pais têm que impor limites aos filhos desde cedo, para que quando a adolescência chegar a vida de todos seja mais fácil. Uma infância sem limites levará inevitavelmente a uma adolescência problemática.
E mais uma vez deixarei o alerta: Cuidado com as amizades na rede. Evite se encontrar com estranhos, com pessoas que conheceu apenas pela internet. O caso da Gabrielle teve um final feliz, mas poderia ter acontecido coisa pior. E se ela tivesse marcado um encontro com um estuprador, um pedófilo ou um assassino serial? Nunca se sabe quem está do outro lado da tela. Quem não lembra do caso da menina Rachel Genofre de apenas 9 anos? O corpo dela foi encontrado dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba com sinais de violência sexual. O crime aconteceu em novembro de 2008 e até hoje não há pistas do suspeito.
Quer conversar pela internet? Converse com quem você conhece na “vida real”, é MUITO mais seguro! Fica aqui mais uma vez o meu alerta!
Confira a reportagem que foi ao ar hoje no Paraná TV 23/11/2010
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