Lei da Atração e Psicologia: Como Seus Pensamentos Moldam Sua Realidade
- Artigo publicado em: 3 junho, 2025
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Descubra como seus pensamentos moldam sua realidade à luz da psicologia. A “trilha sonora da mente” influencia emoções, decisões e experiências no seu dia a dia.
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O jeito como você pensa e se sente define o “clima” do seu dia.
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Pensamentos funcionam como trilha sonora da vida: influenciam emoções e comportamentos.
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Viés de confirmação e efeito priming explicam como atraímos o que focamos.
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Ao mudar seu estado interno, você transforma sua percepção e suas escolhas.
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O psicólogo Leonardo Fd Araujo oferece atendimento psicológico com opção presencial em Curitiba ou On-line para todo o Brasil, de forma rápida e prática
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Lei da Atração: Como a Forma de se Enxergar Transforma sua Realidade
Leia o artigo completo: tempo de leitura 6 minutos
A trilha sonora da sua mente molda sua experiência
Já percebeu como alguns dias parecem fluir melhor do que outros, mesmo sem grandes mudanças externas? Muito disso tem a ver com o tom e o ritmo dos nossos pensamentos — aquilo que a chamada lei da atração ajuda a ilustrar de forma simbólica, mas poderosa.
Imagine que sua vida é como um filme, e o seu estado mental define a trilha sonora que embala esse enredo. Se você começa o dia mentalmente sintonizado no “rock pesado” — ansiedade, pressa, frustração — tudo à sua volta tende a se harmonizar com essa vibração. Os acontecimentos não mudam magicamente, mas sua forma de interpretá-los sim. E isso muda tudo.
Não tem como viver um dia fluido, sereno e leve se a música de fundo da sua mente está em ritmo de guerra. A trilha do seu dia — ou seja, sua perspectiva, seus pensamentos, suas emoções — influencia diretamente a maneira como você percebe, reage e constrói a sua experiência.
O que a psicologia tem a dizer sobre isso?
Embora a lei da atração seja muitas vezes associada a conceitos esotéricos, há fundamentos psicológicos que ajudam a compreender por que e como ela pode fazer sentido na prática.
Um deles é o viés de confirmação — um fenômeno cognitivo descrito por Raymond Nickerson (1998), que mostra como tendemos a focar, lembrar e interpretar as informações de maneira a confirmar nossas crenças prévias. Se você acredita que “nada dá certo na sua vida”, seu cérebro, de forma inconsciente, vai reforçar essa narrativa, filtrando a realidade a partir desse padrão. Por outro lado, ao cultivar uma perspectiva mais otimista e construtiva, você passa a perceber mais oportunidades, alternativas e caminhos.
Outro conceito relevante é o efeito priming (ou efeito de ativação), pesquisado por John Bargh e colaboradores, que mostra como estímulos sutis — inclusive os pensamentos — influenciam nossas decisões e comportamentos posteriores. Quando você começa o dia visualizando intenções positivas ou repetindo afirmações saudáveis, está, na prática, criando um “estado mental propício” para reagir de forma mais alinhada com seus objetivos.
Sua trilha, seu ritmo, sua experiência
Assim como escolher uma música pode mudar completamente o clima de uma caminhada ou de uma tarde em casa, o tom dos seus pensamentos pode mudar o clima da sua realidade. Isso não quer dizer ignorar problemas ou viver num otimismo inconsequente ou tóxico. A ideia aqui é aprender a modular seu estado interno para que você não seja apenas um espectador do que acontece, mas alguém que conduz com mais consciência a própria jornada.
Você pode continuar ouvindo o mesmo ritmo frenético, achando que a vida é assim mesmo — ou pode experimentar ajustar o volume, mudar o estilo e ver o que acontece.
Um exercício simples para mudar sua trilha sonora interna
No início do seu dia, feche os olhos por alguns minutos e imagine como gostaria que ele fluísse. Tente visualizar, com detalhes, você lidando com suas tarefas de forma calma, produtiva e com boa energia. Imagine as emoções, as expressões faciais, até a postura do seu corpo. Depois, escolha uma palavra ou frase que represente essa intenção. Use-a como um “mantra mental” ao longo do dia.
Isso não é ilusão. É treino. E quanto mais você pratica, mais natural se torna essa mudança de frequência. Aliar esse tipo de exercício imaginativo a práticas meditativas pode ser uma excelente forma de começar o seu dia.
Um convite à reflexão através do cinema

Uma forma sensível de se reconectar com esse tema é através do filme “A Vida Secreta de Walter Mitty” (The Secret Life of Walter Mitty, 2013). Nele, acompanhamos a um homem preso à rotina e aos próprios pensamentos limitantes, que aos poucos começa a visualizar uma vida diferente — até que se permite vivê-la.
A mudança de realidade, neste caso, começa dentro. É quando ele troca a “trilha mental” do medo e da monotonia por uma mais aventureira e autêntica, que a sua experiência externa começa a se transformar. Assistir a esse filme pode ser uma inspiração para perceber como pequenos ajustes internos têm grande impacto na vida real.
Conclusão: Mais do que pensar positivo, é pensar com consciência
A lei da atração, sob o olhar da psicologia, pode ser entendida como um convite à autorresponsabilidade, à clareza mental e ao cultivo de intenções coerentes com seus desejos mais profundos. Não se trata de pensar positivo o tempo todo, mas de escolher com mais atenção o que você alimenta dentro de si.
A trilha sonora da sua mente pode ser ajustada — e isso influencia diretamente como você vive, reage, cria e se relaciona. Comece aos poucos, com pequenos rituais mentais, mudanças de perspectiva e espaço para novos olhares. Lembre-se que é importante tirar um tempo para si, dar espaço para que esse tipo de reflexão aconteça.
E se você sente que está difícil mudar essa trilha sozinho, considere buscar apoio profissional. A psicoterapia é um espaço seguro para reorganizar seus pensamentos, curar padrões repetitivos e construir uma forma mais leve e autêntica de viver.
O psicólogo Leonardo Fd Araujo, em Curitiba, oferece atendimento psicológico há mais de 20 anos. Entre em contato e dê o primeiro passo! Atendimentos presenciais em nosso consultório no Bigorrilho e On-line de onde você estiver, dentro e fora do Brasil!
Sua mente pode ser seu melhor aliado — desde que você esteja disposto a escutá-la com mais cuidado. Agende uma conversa e vamos caminhar juntos rumo à sua cura emocional. Pode contar comigo!
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Para citações:
ARAUJO, Leonardo Fd. Lei da Atração e Psicologia: Como Seus Pensamentos Moldam Sua Realidade In: LEONARDO Fd Araujo | Psicologia. 03 jun. 2025. Disponível em: https://psicologoemcuritiba.com.br/2025/06/lei-da-atracao-e-psicologia/
Referências
NICKERSON, R. S. (1998). Confirmation Bias: A Ubiquitous Phenomenon in Many Guises. Review of General Psychology, 2(2), 175–220.
BARGH, J. A., & CHARTRAND, T. L. (1999). The Unbearable Automaticity of Being. American Psychologist, 54(7), 462–479.
Solidão no pós-término: como se recuperar emocionalmente?
- Artigo publicado em: 28 maio, 2025
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Resumo do artigo:
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Sentir-se sozinho após o fim de um relacionamento é mais comum do que parece.
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Vivenciar o luto amoroso é essencial para elaborar a perda e seguir em frente.
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Autoconhecimento e autocuidado são aliados poderosos nesse processo.
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Filmes podem ajudar a refletir e encontrar conforto emocional durante essa fase.
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Solidão no pós-término: como se recuperar emocionalmente?
Leia o artigo completo: tempo de leitura 6 minutos
Recebi uma dúvida sobre “solidão no pós término” do leitor, o A.D. , homem, 42 anos:
“Leonardo, desde que terminei um relacionamento de mais de 15 anos me sinto sozinho. Já se passaram mais de 7 meses, mesmo estando com pessoas, amigos e saindo com algumas garotas, a solidão está sendo pesada para lidar. Gostaria que falasse mais sobre isso! É normal sentir-se assim ou estou exagerando?”:
Então vamos lá, esse artigo é para responder essa dúvida do nosso leitor e que pode ser também a sua! Como se trata da dúvida de um leitor homem, vou direcionar a resposta ao público masculino. Porém, fica fácil de perceber que alguns dos pontos se fundem e são inerentes a ambos os gêneros.
O fim de um relacionamento pode ser um dos momentos mais desafiadores da vida de um homem. Para muitos, a dor do término não se limita à perda da parceira, mas também às consequências emocionais que vêm junto com ele: a solidão, a dúvida sobre o futuro e a dificuldade de expressar o sofrimento. Homens, de maneira geral, foram ensinados a engolir o choro e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Mas ignorar a dor pode fazer com que ela se transforme em um problema ainda maior.
A solidão após o término: um peso invisível
Uma pesquisa do Instituto Gallup (2023)* revelou que os homens têm redes de apoio significativamente menores do que as mulheres. Enquanto muitas mulheres contam com amigas próximas para dividir emoções, grande parte dos homens tende a se isolar. Esse isolamento emocional pode levar a um aumento nos sintomas de ansiedade e depressão, tornando o período pós-término ainda mais desafiador.
Sem um espaço seguro para falar sobre suas emoções, muitos recorrem a estratégias ineficazes para lidar com a dor. Trabalho excessivo, consumo de álcool ou mergulhar rapidamente em novos relacionamentos podem parecer soluções, mas, na maioria dos casos, são apenas distrações temporárias. O que realmente pode ajudar é encarar a solidão de frente, lidando com a realidade dos fatos e aprender a lidar com o momento de maneira saudável.
4 Passos para reconstruir-se após o término
1. Aceite a dor sem pressa de superá-la
O primeiro impulso de muitos homens é tentar ignorar ou reprimir a dor. Mas sentimentos não desaparecem apenas porque escolhemos não olhá-los. Permita-se sentir, sem pressa para “superar” o término rapidamente.
2. Reconstrua sua identidade individual
Relacionamentos podem fazer com que nossas identidades se misturem com as do parceiro. Redescubra seus interesses, hobbies e paixões. O que você gostava de fazer antes do relacionamento? O que sempre quis experimentar, mas nunca teve tempo?
3. Fortaleça sua rede de apoio
Se você não tem o hábito de compartilhar emoções com amigos, esse é um bom momento para mudar. Converse com amigos próximos que sejam confiáveis. Procurar um psicólogo pode te ajudar a organizar os sentimentos e entender melhor os caminhos a seguir. O diálogo criado na terapia é essencial para não se afogar na solidão e entender melhor o que está acontecendo.
4. Cuide do seu corpo e da sua mente
Praticar exercícios físicos, dormir bem e manter uma alimentação equilibrada fazem diferença no bem-estar emocional. O corpo e a mente estão conectados, e investir na sua saúde física é também investir na sua recuperação emocional.
“Quarentena emocional”: o tempo necessário para curar antes de recomeçar
Depois de um término, é comum sentir um vazio e buscar formas de preenchê-lo rapidamente. Muitos acabam mergulhando em novos relacionamentos ou buscando distrações constantes para evitar encarar a dor da separação. No entanto, isso pode ser um grande erro.
Chamo de “quarentena emocional” o período de pausa intencional para processar o luto do fim do relacionamento, entender as lições da relação e fortalecer a própria identidade antes de seguir em frente. O tempo da quarentena pode variar de pessoa para pessoa. No consultório percebo que, geralmente, um tempo entre 2 e 4 meses é o suficiente para organizar em boa parte o coração e os sentimentos.
Esse tempo permite que você evite repetições, pois sem um tempo de reflexão, há o risco de cair nos mesmos padrões e acabar em um novo relacionamento pelos motivos errados.
Fortalecer a sua autonomia emocional, a solidão pode ser desconfortável, mas aprender a estar bem consigo mesmo é essencial para relações futuras mais saudáveis. Outro ponto fundamental é respeitar seu próprio ritmo, precisamos entender que cada pessoa leva um tempo diferente para superar um término, uns estarão se sentindo prontos em 40 dias, outros em 6 meses. Forçar-se a seguir em frente sem ter elaborado a dor pode gerar ou aumentar feridas emocionais não resolvidas.
Esse período pode servir também para dar um significado à experiência, ao invés de encarar o fim apenas como uma perda, esse tempo de pausa ajuda a enxergá-lo como uma oportunidade de amadurecimento.
Criar essa “quarentena emocional” não significa isolar-se do mundo, mas sim dar a si mesmo o espaço necessário para processar o que aconteceu e, só então, estar pronto para novas conexões. Além do mais, é preciso entender o que você irá buscar e procurar em um próximo relacionamento.
O cinema como espelho da reconstrução pós-término
Como vimos neste artigo, vivenciar o luto após o fim de um relacionamento é um processo legítimo e necessário. Trata-se de um período de recolhimento, mas também de recomeço. Para muitos, o silêncio da solidão pode ser assustador — mas ele também pode ser fértil. Sempre convido meus clientes a assistir filmes sobre temas ligados a situações da vida em geral. Nesse momento, obras cinematográficas podem funcionar como espelhos e guias simbólicos, ajudando a nomear sentimentos e a encontrar caminhos de autocuidado.

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010)
Liz (Julia Roberts) decide embarcar em uma jornada de autoconhecimento por três países após o divórcio. O prazer (Itália), a espiritualidade (Índia) e o equilíbrio (Indonésia) representam camadas do processo de cura. O filme nos apresenta um lembrete poderoso de que cuidar do corpo, da mente e da alma é parte essencial do recomeço. E que, durante a essa jornada, podemos até mesmo encontrar um novo amor!
Oportunidade de crescimento
Pode parecer clichê, mas é verdade: todo término também é uma oportunidade de crescimento. Ele nos obriga a olhar para dentro e entender quem somos quando estamos sozinhos. É um momento de autoconhecimento, onde aprendemos a ser felizes com nossa própria companhia.
Se você sente que a solidão está pesando demais ou que não consegue sair desse ciclo sozinho, buscar ajuda um psicólogo é uma excelente escolha. A terapia pode ser um espaço seguro para entender suas emoções e criar um novo caminho para sua vida. Lembre-se: você não precisa enfrentar isso sozinho!
O psicólogo Leonardo Fd Araujo, em Curitiba, oferece atendimento especializado para ajudar pessoas que enfrentam esse tipo de questão. Entre em contato e dê o primeiro passo! Atendimentos presenciais em nosso consultório no Bigorrilho e On-line de onde você estiver, dentro e fora do Brasil!
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Para citações:
ARAUJO, Leonardo Fd. Solidão no pós-término: como se recuperar emocionalmente? In: LEONARDO Fd Araujo | Psicologia. 28 mai. 2025. Disponível em: https://psicologoemcuritiba.com.br/2025/05/solidao-no-pos-termino-como-se-recuperar-emocionalmente/ Acesso em:
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*Fonte da pesquisa: Instituto Gallup. “Social Connections and Loneliness.” Gallup, 2023.
A Nova NR1 e a Importância do Psicólogo Palestrante na SIPAT
- Artigo publicado em: 26 maio, 2025
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As recentes atualizações (2025) na Norma Regulamentadora NR1 trouxeram mudanças significativas para as empresas, reforçando a necessidade de uma gestão mais eficaz dos riscos ocupacionais. Entre as novidades, o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) exige uma abordagem mais estruturada para identificar e mitigar ameaças à saúde dos trabalhadores, incluindo riscos psicossociais. Diante desse cenário, a saúde mental ganha um papel central, e a atuação de um psicólogo palestrante se torna essencial para auxiliar as organizações na criação de um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
O Psicólogo Palestrante e a Nova NR1
A NR1 determina que as empresas devem avaliar e atuar sobre os riscos psicossociais no ambiente corporativo. Isso inclui pressão excessiva por resultados, assédio moral, conflitos interpessoais e a falta de suporte emocional, fatores que impactam diretamente a motivação e o desempenho dos colaboradores. Um psicólogo palestrante pode contribuir nesse contexto, promovendo a conscientização e fornecendo ferramentas para a gestão do estresse e do bem-estar emocional.
Exemplo prático: Em uma empresa de tecnologia, notou-se um aumento nos afastamentos por ansiedade e burnout. Ao contratar um psicólogo palestrante para um ciclo de palestras sobre resiliência e gestão emocional, a organização percebeu uma melhora na satisfação dos colaboradores, na produtividade e na redução dos afastamentos.
Temas Relevantes para a SIPAT
A SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho) é uma excelente oportunidade para inserir temas de saúde mental e alinhar a organização às diretrizes da NR1. Algumas abordagens essenciais incluem:
- Gestão do Estresse e Qualidade de Vida: Como reconhecer os sinais do estresse e adotar estratégias para manter o equilíbrio emocional.
- Inteligência Emocional e Resiliência: O impacto da autogestão emocional na produtividade e no bem-estar.
- Comunicação Assertiva e Relacionamento Interpessoal: Como evitar conflitos e fortalecer a cooperação entre colegas.
- Prevenção do Burnout: A importância da gestão de tempo e do autocuidado no ambiente de trabalho.
- Segurança Psicológica no Trabalho: Como criar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para expressar suas ideias e preocupações sem medo de represálias.
Benefícios para a Empresa e os Colaboradores
Ao investir em palestras sobre saúde mental durante a SIPAT, a empresa não apenas se adequa à NR1, mas também colhe vantagens como:
- Redução de afastamentos por problemas psicológicos.
- Melhoria no clima organizacional e na satisfação dos colaboradores.
- Maior produtividade e engajamento da equipe.
- Fortalecimento da cultura organizacional voltada ao bem-estar.
- Retenção de talentos e redução da rotatividade.
O psicólogo palestrante desempenha um papel estratégico dentro da SIPAT ao trazer reflexões sobre a importância do autocuidado e da gestão emocional no dia a dia do trabalho. Ele ajuda a traduzir conceitos psicológicos em ações práticas, incentivando mudanças positivas de comportamento entre os colaboradores. Além disso, promove um espaço seguro para que os trabalhadores expressem suas dificuldades e encontrem soluções para lidar com desafios emocionais. Dessa forma, sua presença na SIPAT contribui diretamente para a criação de um ambiente laboral mais acolhedor e produtivo.
Com a nova NR1, a prevenção dos riscos ocupacionais vai além dos aspectos físicos, contemplando também o bem-estar emocional dos trabalhadores. O psicólogo palestrante se torna, portanto, um aliado estratégico na promoção de um ambiente corporativo mais equilibrado, produtivo e alinhado às melhores práticas de segurança e saúde no trabalho.
Peça agora mesmo um orçamento para o evento de sua empresa! Atendemos presencialmente empresas de Curitiba e Região Metropolitana, e on-line para todo o Brasil. Apresentamos palestras com temas atuais, ideais para SIPAT, Semana HSE e eventos anuais como Setembro Amarelo e Janeiro Branco. Apresentamos palestras com temas como saúde emocional, gestão do estresse, vida digital e superação dos vícios modernos.
Conheça nosso catálogo de palestras: https://psicologoemcuritiba.com.br/palestras/
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Bets no esporte: quando a paixão pelo futebol se mistura com o risco das apostas
- Artigo publicado em: 22 abril, 2025
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As bets se aproximaram intensamente do futebol brasileiro, aparecendo em camisas, transmissões, redes sociais, estádios e conteúdos esportivos.
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O risco aumenta quando a paixão pelo esporte se mistura com apostas rápidas, impulsivas e frequentes durante os jogos.
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Muitas plataformas não oferecem apenas apostas esportivas: elas também conduzem o usuário para cassinos online, roletas, slots, jogos tipo “tigrinho” e outras modalidades de azar.
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Quando assistir futebol deixa de ser lazer e passa a depender de ganho financeiro, ansiedade e tentativa de recuperar perdas, é importante buscar ajuda.
Bets no esporte: quando a paixão pelo futebol se mistura com o risco das apostas
Tempo estimado de leitura: 8 minutos
O futebol sempre foi mais do que um esporte no Brasil. Ele atravessa histórias familiares, memórias de infância, encontros entre amigos, rivalidades saudáveis, identidade regional e pertencimento. Para muita gente, torcer por um clube é quase uma forma de narrar a própria vida: há jogos que viram lembrança, gols que atravessam gerações e derrotas que parecem doer mais do que deveriam.
Nos últimos anos, porém, um novo elemento passou a ocupar esse cenário: as bets. As casas de apostas esportivas deixaram de aparecer apenas como sites isolados e passaram a integrar o cotidiano do torcedor. Estão nas camisas dos clubes, nos intervalos das transmissões, nos comerciais, nos influenciadores, nos programas esportivos, nas placas de estádio e nas conversas sobre futebol.
O problema não está em gostar de futebol. Nem em acompanhar estatísticas, palpites ou debates esportivos. O ponto de atenção surge quando a paixão pelo esporte começa a ser capturada por uma lógica de aposta constante, rápida e emocionalmente intensa. Em muitos casos, o torcedor deixa de assistir ao jogo apenas pelo prazer do esporte e passa a viver cada lance como uma possibilidade de ganho ou perda financeira.
E existe ainda uma segunda camada de risco: muitas plataformas que começam com a promessa de aposta esportiva também oferecem cassinos online, roletas, jogos de cartas, slots, jogos de colisão, “tigrinho” e outras modalidades de azar. Assim, a pessoa que entra para apostar em um jogo de futebol pode ser conduzida, dentro do mesmo ambiente digital, para formas de jogo ainda mais rápidas, repetitivas e difíceis de controlar. As casas sabem, muito bem, como oferecer bônus ou apresentar as novidades.
Quando a aposta entra no campo da paixão
O esporte mobiliza emoção. O torcedor vibra, sofre, espera, se frustra, comemora e se identifica com o time. Esse envolvimento afetivo é justamente o que torna a mistura entre futebol e apostas tão delicada. A pessoa não está apostando apenas em números frios; muitas vezes, ela aposta em algo que já ocupa um lugar importante na sua vida emocional.
Quando a aposta se associa ao futebol, ela ganha uma espécie de verniz de familiaridade. O apostador pode pensar: “eu entendo do meu time”, “acompanho esse campeonato”, “sei quem está em boa fase”, “conheço o elenco”, “hoje é aposta certa”. Esse sentimento de conhecimento pode gerar uma perigosa sensação de controle.
A familiaridade com o futebol pode fazer a aposta parecer menos arriscada do que realmente é.
Mesmo quando há análise, estatística e informação, o resultado esportivo continua sujeito a imprevistos: uma expulsão, uma lesão, uma falha individual, um erro de arbitragem, uma mudança tática, um gol nos acréscimos. A emoção do futebol é justamente essa imprevisibilidade. Mas, quando existe dinheiro envolvido, a imprevisibilidade deixa de ser apenas parte do espetáculo e passa a atingir o humor, o orçamento e a rotina do apostador.
A normalização das bets no futebol brasileiro
As bets se tornaram uma presença constante no futebol brasileiro. Em 2025, um levantamento do ge mostrou que todos os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro eram patrocinados por casas de apostas, sendo que 90% tinham empresas do setor como patrocinadoras master, em destaque no centro do uniforme.
Esse dado ajuda a entender o tamanho da mudança cultural. As marcas de apostas deixaram de ocupar um espaço marginal e passaram a se apresentar como parte do espetáculo esportivo. Para o torcedor comum, especialmente o mais jovem, muitas vezes menores de idade, a exposição repetida pode produzir uma associação quase automática entre futebol e aposta.
A mensagem implícita passa a ser: assistir ao jogo não basta; é possível “participar” apostando. O torcedor deixa de ser apenas espectador e passa a ser estimulado a colocar dinheiro em resultados, gols, cartões, escanteios, desempenho de jogadores e eventos que acontecem durante a partida. Sem falar na participação de jogadores/atletas, narradores esportivos e figuras ligadas ao esporte na publicidade das casas de aposta. Tal medida tem o intuito de normalizar e dar um ar de credibilidade ao ato de apostar e aos jogos de azar.
Essa normalização exige cuidado. Quanto mais natural a aposta parece, mais difícil pode ser reconhecer quando ela deixou de ser entretenimento e começou a produzir prejuízo.
A aposta ao vivo e o risco da impulsividade
Uma das grandes mudanças trazidas pelas plataformas digitais é a possibilidade de apostar durante o jogo. Antes, a pessoa poderia fazer um palpite antes da partida começar. Hoje, a aposta pode acontecer a cada minuto: próximo gol, próximo cartão, número de escanteios, resultado do primeiro tempo, desempenho de um jogador, lateral, falta, pênalti ou qualquer outro evento da partida.
Esse tipo de aposta ao vivo aumenta a frequência de decisões. A pessoa não faz apenas uma escolha; ela é convidada a escolher de novo, e de novo, e de novo. A cada lance, surge uma nova possibilidade. A cada perda, aparece uma nova chance de recuperar. Em cada quase acerto, a sensação de que “faltou pouco” pode alimentar uma nova tentativa. Chamamos isso de “sensação de quase ganho”, um dos mecanismos ligados ao jogo e que acaba sendo um caminho para desenvolver a dependência.
Quando a aposta acompanha o ritmo do jogo, a emoção do torcedor pode se transformar em impulso financeiro.
Para algumas pessoas, esse ciclo se torna difícil de interromper. A partida termina, mas a mente continua presa ao prejuízo. O torcedor não lembra apenas do placar; lembra do dinheiro perdido, da aposta que quase entrou, da chance desperdiçada e da vontade de recuperar tudo na próxima rodada.
Quando o futebol deixa de ser lazer
Um sinal importante de alerta aparece quando o prazer pelo futebol começa a ser substituído pela tensão da aposta. A pessoa já não assiste ao jogo apenas para torcer, se divertir ou acompanhar o campeonato. Ela passa a assistir porque tem dinheiro envolvido.
Aos poucos, podem surgir mudanças no comportamento:
- acompanhar jogos de times ou campeonatos pelos quais não tem interesse real;
- ficar irritado quando alguém interrompe a transmissão ou comenta durante a partida;
- apostar para tentar recuperar perdas anteriores;
- mentir sobre valores apostados;
- usar dinheiro que estava destinado a contas, família ou compromissos pessoais;
- sentir ansiedade antes, durante e depois dos jogos;
- prometer parar e voltar a apostar na rodada seguinte;
- perder o interesse pelo esporte quando não há aposta envolvida.
Esse último ponto é muito significativo. Quando o futebol só parece emocionante se houver dinheiro em jogo, algo importante se deslocou. A relação com o esporte deixou de ser apenas cultural, afetiva ou recreativa e passou a ser mediada por risco financeiro.
A inovação perigosa: da aposta esportiva ao cassino online
Um dos aspectos mais preocupantes do mercado atual é que a aposta esportiva nem sempre permanece apenas no esporte. Muitas plataformas oferecem, no mesmo ambiente digital, diferentes modalidades de jogo: cassino ao vivo, roleta, blackjack, caça-níqueis online, jogos de colisão, slots e jogos semelhantes ao chamado Jogo do Tigrinho.
Isso muda completamente a experiência do usuário. A pessoa pode entrar para apostar em uma partida de futebol e, após uma perda ou durante o intervalo do jogo, ser estimulada a experimentar uma modalidade mais rápida. Em vez de esperar 90 minutos pelo resultado de uma partida, ela pode jogar várias rodadas em poucos minutos. Outro artifício são os bônus oferecidos pelas plataformas. Na ideia de “dar uma vantagem” acabam chamando o apostador a jogar, criando uma nova maneira de apostar.
Essa passagem do esporte para o cassino online é clinicamente relevante. A aposta esportiva já pode ser problemática, mas algumas modalidades de cassino digital têm uma dinâmica ainda mais acelerada, com rodadas curtas, estímulos visuais intensos, sensação de quase ganho e repetição contínua. Já atendi casos de pacientes que jogavam por horas e horas, “apertavam o botão” centenas de vezes no mesmo dia, torravam verdadeiras fortunas!
O risco aumenta quando a plataforma deixa de vender apenas o palpite esportivo e passa a oferecer uma esteira permanente de jogos de azar.
A Lei nº 14.790/2023 ampliou a regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil, incluindo também jogos online. Segundo o Ministério da Fazenda, as apostas de quota fixa foram legalizadas pela Lei nº 13.756/2018 no âmbito das apostas esportivas e pela Lei nº 14.790/2023 no âmbito dos jogos online. Desde 1º de janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas podem operar nacionalmente, com sites utilizando a extensão “.bet.br”.
A regulamentação é importante, mas não elimina o risco clínico. Mesmo em ambientes regulados, algumas pessoas podem desenvolver uma relação problemática com o jogo. Por isso, é necessário falar não apenas de legalidade, mas também de prevenção, saúde mental, educação financeira, proteção familiar e cuidado com públicos vulneráveis. Hoje podemos considerar o transtorno de jogo / ludopatia como um problema de saúde pública!
A ilusão de controle: “eu entendo de futebol”
Um dos pensamentos mais comuns em quem aposta no esporte é acreditar que seu conhecimento sobre futebol reduz significativamente o risco. De fato, conhecer escalações, fases de times e estatísticas pode tornar a pessoa mais informada. Mas informação não elimina acaso.
O futebol é um ambiente vivo, imprevisível e atravessado por fatores que ninguém controla completamente. O problema é que, depois de algumas vitórias, a pessoa pode acreditar que encontrou um método. Após algumas derrotas, pode pensar que precisa apenas ajustar a estratégia. E, quando perde muito, pode tentar recuperar com uma aposta maior.
Esse ciclo psicológico pode ser perigoso porque mistura autoconfiança, frustração e urgência. A pessoa começa apostando porque acredita que entende do jogo. Depois, continua apostando porque não aceita perder. Por fim, pode apostar não mais para se divertir, mas para tentar reparar o prejuízo.
Integridade esportiva e manipulação de resultados
O avanço das apostas esportivas também trouxe outra preocupação: a integridade das competições. Em 2024, o Senado instalou a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas para apurar denúncias relacionadas ao tema. Em 2025, o relatório final apresentado na comissão fez recomendações, pediu indiciamentos e sugeriu mudanças legais.
Esse ponto é importante porque mostra que o problema das bets não é apenas individual. Ele também envolve o esporte como instituição, os clubes, os atletas, a publicidade, os órgãos reguladores e a confiança do público nos resultados.
Para o torcedor, a suspeita de manipulação pode produzir um efeito corrosivo: se tudo parece passível de aposta e se qualquer lance pode ter impacto financeiro, a experiência esportiva perde parte de sua espontaneidade. A pergunta deixa de ser apenas “meu time vai ganhar?” e passa a ser “quem está lucrando com isso?”.
O que é jogo problemático?
Em um passo governamental importante, o Ministério da Fazenda reconhece e descreve o jogo problemático como um comportamento compulsivo ou prejudicial relacionado ao jogo, capaz de afetar a saúde mental, emocional e financeira das pessoas. Entre as características citadas estão falta de controle, preocupação excessiva com o jogo, apostas para recuperar perdas, negligência de responsabilidades e mentiras sobre dinheiro ou tempo gasto apostando.
A Associação Americana de Psiquiatria descreve o transtorno do jogo como um padrão repetido e contínuo de apostas que continua apesar de gerar problemas em diferentes áreas da vida. Ou seja, não se trata apenas de perder dinheiro. Trata-se de continuar apostando mesmo quando a pessoa já percebe prejuízo emocional, familiar, profissional, social ou financeiro.
Na vida real, esse quadro pode aparecer de forma gradual. Primeiro, a pessoa aposta em jogos importantes. Depois, aposta em jogos menores. Em seguida, passa a acompanhar campeonatos que nem conhecia. Em alguns casos, migra para cassino online, tigrinho, roleta ou outros jogos rápidos. Quando percebe, o problema já não está mais restrito ao futebol.
O impacto na família
A família costuma perceber o problema antes que o apostador consiga nomeá-lo. Aparecem atrasos em contas, irritabilidade, isolamento, mentiras, pedidos de empréstimo, uso escondido do cartão, sumiços de dinheiro e uma preocupação constante com resultados de jogos.
Em alguns casos, o familiar tenta ajudar pagando dívidas. Em outros, parte para acusações duras. Também é comum a família oscilar entre proteção, raiva, vergonha e medo. O desafio é encontrar uma posição mais saudável: nem abandonar a pessoa, nem sustentar o ciclo da aposta.
Algumas atitudes podem ajudar:
- conversar em um momento de menor tensão, evitando exposição pública ou humilhação;
- falar sobre fatos concretos, como valores, dívidas, datas e consequências;
- evitar pagar dívidas repetidamente sem um plano de tratamento;
- combinar limites financeiros e formas de proteção do orçamento familiar;
- incentivar psicoterapia e, se necessário, avaliação psiquiátrica;
- buscar apoio também para os familiares afetados;
- observar sinais de depressão, desesperança ou risco de autoagressão.
Quando há falas de desespero, vergonha extrema, ideação suicida ou risco imediato, a situação deve ser tratada como urgência. Nesses casos, é importante procurar atendimento emergencial, acionar rede de apoio e buscar serviços especializados de saúde mental.
Como preservar a paixão pelo futebol sem ser capturado pela aposta?
Para algumas pessoas, a melhor decisão pode ser interromper completamente as apostas. Para outras, especialmente quando ainda não há perda de controle instalada, é importante refletir sobre limites e sinais de risco. O ponto central é não permitir que a aposta passe a organizar a relação com o esporte.
Algumas perguntas podem ajudar:
- eu ainda consigo assistir a um jogo sem apostar?
- meu humor muda muito quando perco uma aposta?
- já escondi valores apostados de alguém?
- já usei dinheiro que tinha outra finalidade?
- já tentei recuperar perdas aumentando o valor da aposta?
- tenho migrado de apostas esportivas para cassino online, tigrinho, roleta ou jogos rápidos?
- sinto vergonha, culpa ou ansiedade depois de apostar?
Se a resposta for “sim” para várias dessas perguntas, talvez o problema já mereça atenção. Não é necessário esperar uma grande dívida, uma separação, uma crise familiar ou um prejuízo profissional para buscar ajuda.
O papel da psicoterapia
A psicoterapia pode ajudar a pessoa a compreender o ciclo da aposta, identificar gatilhos emocionais, reconhecer distorções de pensamento e construir estratégias para interromper o comportamento. Também pode auxiliar na reorganização da rotina, no manejo da vergonha, na prevenção de recaídas e na reconstrução da confiança familiar.
Em muitos casos, o trabalho psicológico precisa conversar com outras frentes: orientação financeira, limites familiares, bloqueios de acesso, grupos de apoio e avaliação médica quando há depressão, ansiedade intensa, impulsividade importante, uso de substâncias ou risco de autoagressão.
O tratamento não deve ser conduzido com moralismo. Ao mesmo tempo, também não pode ignorar as consequências. O caminho mais saudável costuma unir acolhimento, responsabilidade, limites e plano concreto de mudança.
Considerações finais
O futebol pode continuar sendo paixão, encontro, memória e lazer. O problema começa quando essa paixão passa a ser usada como porta de entrada para uma rotina de apostas cada vez mais frequente, impulsiva e financeiramente arriscada.
As bets trouxeram uma nova camada para a experiência esportiva. E, quando se misturam a cassinos online, jogos rápidos, tigrinho, roletas e outras modalidades de azar, o risco deixa de estar apenas no resultado de uma partida. Ele passa a estar na permanência da pessoa dentro de um ambiente digital desenhado para manter a aposta sempre disponível.
Se assistir futebol deixou de ser um prazer e passou a ser fonte de ansiedade, dívida, segredo ou conflito familiar, é importante olhar para isso com seriedade. Buscar ajuda não significa abandonar o esporte; pode significar recuperar uma relação mais livre, saudável e menos aprisionada ao dinheiro.
Leia também: O Vício em Apostas Online: Como Buscar Ajuda?
Sobre o autor
Leonardo Fd Araujo – Doctoralia.com.br
Leonardo Fd Araujo
Psicólogo em Curitiba CRP 08/10907
Terapia | Terapia Online | Palestras
Atendimento em casos de Ludopatia
Avaliação Psicológica para Vasectomia
psicologoemcuritiba.com.br
41 9.9643-9560
Atendimento presencial e online
Bigorrilho, Curitiba – PR
Fontes
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. What is Gambling Disorder? Washington, DC: APA, s.d. Disponível em: https://www.psychiatry.org/patients-families/gambling-disorder/what-is-gambling-disorder
BRASIL. Ministério da Fazenda. Apostas de Quota Fixa. Brasília: Secretaria de Prêmios e Apostas, s.d. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas/apostas-de-quota-fixa
BRASIL. Ministério da Fazenda. Jogo Responsável. Brasília: Secretaria de Prêmios e Apostas, s.d. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas/jogo-responsavel
BRASIL. Ministério da Fazenda. Nova Portaria da Fazenda estabelece que operadores de apostas poderão ser responsabilizados por publicidade abusiva. Brasília, 01 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/agosto/nova-portaria-da-fazenda-estabelece-que-operadores-de-apostas-poderao-ser-responsabilizados-por-publicidade-abusiva
GE. Todos os clubes do Brasileirão 2025 são patrocinados por bets. Rio de Janeiro, 11 mar. 2025. Disponível em: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2025/03/11/todos-os-clubes-do-brasileirao-2025-sao-patrocinados-por-bets.ghtml
NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. Gambling-related harms: identification, assessment and management. NICE guideline NG248. Londres: NICE, 2025. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng248
SENADO FEDERAL. Relatório final da CPI da Manipulação de Jogos pede indiciamentos e sugere leis. Brasília, 18 mar. 2025. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/03/18/relatorio-final-da-cpi-da-manipulacao-de-jogos-pede-indiciamentos-e-sugere-leis
O Vício em Apostas Online: Como Buscar Ajuda?
- Artigo publicado em: 19 março, 2025
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As apostas online estão viciando cada vez mais pessoas, seja no Jogo do Tigrinho, em cassinos on-line ou nas apostas esportivas.
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O vício começa aos poucos e pode se transformar em uma armadilha difícil de sair, com relação direta à liberação constante de dopamina
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Os prejuízos vão do bolso à saúde mental e acabam afetando toda a vida, inclusive os relacionamentos amorosos e familiares.
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Há tratamento e apoio para quem deseja retomar o controle e reconstruir a própria vida com mais segurança.
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O psicólogo Leonardo Fd Araujo oferece atendimento psicológico para dependentes de jogo e seus familiares, com opção presencial em Curitiba ou on-line para todo o Brasil, de forma rápida e prática.
Leonardo Fd Araujo – Doctoralia.com.br
O Vício em Apostas Online: Como Buscar Ajuda?
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Nos últimos anos os jogos de azar cresceram exponencialmente, tornando-se uma febre entre os brasileiros, movimentando mais de R$100 bilhões no ano passado. O apelo e as promessas de dinheiro fácil e emoção garantida, milhões de pessoas se entregam ao jogo, sem perceber os riscos envolvidos. O vício em apostas pode causar danos financeiros, emocionais e sociais profundos. Mas afinal, como saber se você ou alguém próximo está desenvolvendo um problema com jogos de azar? E mais importante: como buscar ajuda? Te convido a acompanhar esse breve artigo sobre o tema, boa leitura!
Como o Vício em Apostas Online Se Desenvolve?
A compulsão por apostas esportivas, jogos e cassinos online não surge do nada. Ela ocorre de forma progressiva, passando por diferentes estágios. Inicialmente, o jogador aposta por diversão, aproveitando pequenos ganhos. Com o tempo, a necessidade de recuperar perdas ou sentir novamente a adrenalina da vitória leva a apostas cada vez maiores. Esse ciclo vicioso é reforçado pelo próprio sistema das plataformas, que utilizam algoritmos para manter o usuário engajado. O fato de o sistema aparentar ser algo divertido e inofensivo, também acaba sendo um ponto importante de reflexão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o transtorno do jogo patológico afeta cerca de 1% da população mundial, mas a taxa pode ser ainda maior em países onde as apostas são amplamente divulgadas e incentivadas como é o caso do Brasil. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)1, entre 3% e 5% dos apostadores desenvolvem um comportamento patológico ligado ao jogo, precisando de tratamento especializado.

Por que as apostas viciam?
A Ludopatia, termo técnico usado para o vício em jogos de azar, acontece porque o desafio e a excitação provocados pelas apostas estimulam o cérebro de forma semelhante a substâncias psicoativas. Assim como acontece com drogas e álcool, o jogo ativa intensamente o sistema de recompensa, levando à dependência.
Os cassinos, casas de apostas e jogos online são projetados para manter o jogador envolvido, utilizando mecânicas como eventos de “quase-ganho” e recompensas imprevisíveis. Esse efeito cria uma falsa sensação de controle e de que a vitória está sempre por um triz, incentivando o jogador a continuar apostando.
Além disso, cada aposta ativa a liberação de dopamina, o neurotransmissor ligado ao prazer e à motivação. Com o tempo, o cérebro se adapta e desenvolve tolerância, exigindo apostas cada vez maiores para gerar a mesma sensação de euforia. Esse ciclo leva o indivíduo a correr riscos crescentes, muitas vezes resultando em perdas financeiras e impactos profundos na vida do apostador.
Os Sinais de Alerta do Vício em Jogos de Azar
Muitas pessoas não percebem que estão viciadas em apostas até que os danos se tornem irreversíveis ou grandes o bastante para trazer muitos problemas. Alguns sinais importantes que podem servir de alerta incluem:
- Dificuldade em controlar a frequência e o valor das apostas.
- Mentiras para familiares e amigos sobre o dinheiro gasto.
- Uso de empréstimos ou cartão de crédito para continuar jogando.
- Cria situações para que amigos ou familiares emprestem dinheiro.
- Sintomas de abstinência, como ansiedade e irritabilidade ao tentar parar.
- Preocupação excessiva com o jogo, a ponto de afetar as relações familiares, trabalho e até a saúde.
- Negligência de responsabilidades familiares e profissionais. Deixar de pagar contas, cuidar da família e de si próprio.
- A pessoa começa a aparentar um aspecto de estar doente. Pode emagrecer ou engordar, cuidar menos da aparência e até mesmo da higiene pessoal. Há uma deterioração geral da saúde.
Se você se identifica com esses sinais ou conhece alguém nessa situação, é hora de buscar ajuda profissional!
O Impacto Psicológico e Social do Jogo Compulsivo
O vício em apostas online afeta não apenas o jogador, mas também sua família, amigos e até o ambiente de trabalho. As pessoas viciadas em jogo têm uma maior propensão a desenvolver depressão, ansiedade e comportamentos impulsivos. A perda financeira contínua pode levar a crises conjugais, afastamento de entes queridos e até ao envolvimento com atividades ilícitas para sustentar o hábito. Neste meio tempo, é comum que o jogador desenvolva outros vícios, a fim de aplacar a “busca incessante por prazer”. A liberação de dopamina no cérebro durante a aposta cria um efeito viciante, tornando cada perda ou ganho um estímulo para continuar jogando. Esse mecanismo da dopamina torna-se uma “busca incessante pelo prazer”.
O Papel da Indústria das Apostas Online
As casas de apostas e cassinos online investem pesadamente em publicidade e estratégias psicológicas para manter seus jogadores ativos. Aqui entra um estudo profundo e muito bem articulado de engenharia social, onde planos são desenvolvidos para oferecer ao jogador sempre que quiser jogar. Muitas plataformas oferecem bônus de boas-vindas, cashback e promoções tentadoras, que incentivam o usuário a apostar cada vez mais. Além disso, a acessibilidade – com jogos disponíveis a qualquer hora do dia – torna ainda mais difícil controlar o impulso de jogar. As plataformas também utilizam figuras públicas ligadas ao esporte e a música, a fim de passar um ar de credibilidade e positividade.

Há uma infinidade de plataformas atualmente, dentro e fora do Brasil. Algumas misturam casa de apostas online, as conhecidas bets, com cassinos. Outras são puramente uma modalidade como o jogo do Tigrinho ou Aviãozinho. Independente da marca ou site, todos tem a mesma função: conseguir fixar o jogador para que jogue e fique o máximo de tempo possível online.
Importante entender que a “banca sempre vence”, e farão tudo o que for possível para arrancar o máximo de dinheiro do jogador! Lembrem, é tudo uma questão de engenharia social!
Outro ponto é atrelar o jogo de azar, as bets, com o esporte mais popular do planeta, o futebol. Campeonatos, times e atletas acabam fazendo parte desta indústria, sendo patrocinados e até mesmo fazendo propagandas ativas para as plataformas. Essa ligação do futebol com apostas não é nova, porém até o advento das plataformas online era algo velado e ilegal no Brasil. Em países como a Inglaterra as casas de apostas esportivas físicas funcionam há muito tempo, equivalendo a nossas casas lotéricas. Por lá há uma crescente preocupação com os impactos sociais do jogo de azar.
Um relatório da Revista Lancet Psychiatry2 revelou que 90% da receita das casas de apostas vem de apenas 5% dos jogadores, indicando que uma pequena parcela da população sustenta a lucratividade dessas empresas, muitas vezes à custa do próprio bem-estar. Aqui está parte do resultado da engenharia social, conseguem cativar e lucrar em cima de apenas 5% dos jogadores, que em boa parte estão viciados em jogo.
Como Parar de Apostar? Estratégias e Tratamento Para o Vício em Apostas
A recuperação do vício em apostas não é simples, mas é possível com o suporte adequado. Um dos primeiros passos é a autoexclusão, um recurso oferecido por muitos sites de apostas que permite bloquear a própria conta, dificultando o acesso e reduzindo as chances de recaída. Além disso, grupos de apoio como os Jogadores Anônimos desempenham um papel fundamental no processo, proporcionando um ambiente de acolhimento onde os participantes compartilham experiências e encontram apoio mútuo para abandonar o jogo.
Outro aspecto essencial da recuperação é a psicoterapia especializada. O psicólogo Leonardo Fd Araujo, em Curitiba, atende pessoas que enfrentam o vício em apostas, ajudando-as a compreender os gatilhos emocionais que levam ao jogo compulsivo e a desenvolver estratégias eficazes para retomar o controle da própria vida. O acompanhamento psicológico não apenas auxilia na superação do vício, mas também fortalece o indivíduo para evitar recaídas e reconstruir sua rotina de forma mais saudável.
A Importância dos Grupos de Apoio
Além do tratamento psicológico individual, os grupos de apoio, como o Jogadores Anônimos (JA), desempenham um papel fundamental na recuperação de pessoas viciadas em jogos de azar. O JA segue os mesmos princípios dos Alcoólicos Anônimos (AA), utilizando um programa de 12 passos que ajuda os participantes a lidarem com o vício e reconstruírem suas vidas.
Nestes grupos, os membros compartilham suas experiências, dificuldades e conquistas, criando um ambiente de suporte mútuo. O apoio social é um dos fatores mais importantes para a recuperação, pois reduz a sensação de isolamento e fortalece a motivação para abandonar o jogo compulsivo. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, participar de um grupo como o Jogadores Anônimos pode ser um primeiro passo essencial na jornada para a recuperação.

O Papel da Família no Tratamento
Geralmente, a primeira pessoa que nos procura para atendimento psicológico é um familiar próximo. As histórias que chegam são de dor, desesperança e sofrimento por não saber o que fazer para ajudar seu familiar que está viciado em jogos de azar. A partir deste primeiro acolhimento, oferecemos diversas orientações para que sirvam de incentivo para o jogador venha para um primeiro atendimento. Essa ponte entre o psicólogo – familiar – paciente é muito importante, pois dificilmente o jogador compulsivo irá buscar ajuda profissional sozinho. Em alguns casos acabam pedindo ajuda para um familiar (uma mãe, esposa…) e este nos procura para realizar um primeiro atendimento.
No dia a dia em casa, ter o apoio de familiares e amigos é fundamental para o bom andamento da terapia para o jogo patológico. Em determinada etapa é importante a presença de ao menos um familiar próximo para que possamos repassar as orientações e colher mais informações. Maridos, esposas, filhos, pais e mães, não importa quem será o guardião desta missão, mas saiba que é algo muito importante para a recuperação do seu ente querido ter você como um porto seguro!
Costumo colocar aos meus clientes que é preciso ter “rotas de fuga seguras”, que nada mais são do que 3 ou 4 pessoas chave, que não importando a hora do dia, as quais você poderá pedir ajuda.
Pode ser um amigo, uma namorada, uma mãe. Mas que seja uma pessoa orientada e que saiba quais estratégias seguir naquele momento de socorro. Sempre estamos disponíveis a marcar uma sessão, individualmente ou em conjunto, com uma ou mais dessas pessoas chave, escolhidas pelo cliente que está em terapia.
Buscando Ajuda: O Primeiro Passo Para a Recuperação
Se você ou alguém próximo está sofrendo com o vício em apostas esportivas, bets, tigrinho, aviãozinho ou cassinos online, saiba que há saída! O tratamento com um profissional qualificado pode ser o diferencial para recuperar o controle da sua vida financeira e emocional. Oferecemos, além do atendimento psicológico, a assistência técnica psicológica para demandas judiciais envolvendo jogos de azar. Ajudando na produção e elaboração de documentos psicológicos que sirvam de base para ingresso na justiça contra casas de apostas e bets.
O psicólogo Leonardo Fd Araujo, em Curitiba, oferece atendimento especializado para ajudar pessoas que enfrentam esse problema. Não espere até que as consequências sejam irreversíveis. Entre em contato e dê o primeiro passo! Atendimentos presenciais em nosso consultório no Bigorrilho e On-line de onde você estiver, dentro e fora do Brasil!
Pode contar comigo!
Leonardo Fd Araujo – Doctoralia.com.br
Leonardo Fd Araujo
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Assistente Técnico Psicológico para casos judiciais envolvendo jogos de azar / Ludopatia
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Para citações deste artigo
ARAUJO, Leonardo Fd. O Vício em Apostas Online: Como Buscar Ajuda? In: LEONARDO Fd Araujo | Psicologia. 19 mar. 2025. Disponível em: https://psicologoemcuritiba.com.br/2025/03/o-vicio-em-apostas-online-como-buscar-ajuda/
Fontes
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. What is gambling disorder? Washington, DC: APA, s.d. Disponível em: https://www.psychiatry.org/patients-families/gambling-disorder/what-is-gambling-disorder.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Gambling Disorder. Washington, DC: APA, s.d. Disponível em: https://www.psychiatry.org/patients-families/gambling-disorder.
NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. Gambling-related harms: identification, assessment and management. NICE guideline NG248. Londres: NICE, 2025. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng248/chapter/recommendations
NATIONAL COUNCIL ON PROBLEM GAMBLING. FAQs: What is problem gambling? Washington, DC: NCPG, s.d. Disponível em: https://www.ncpgambling.org/help-treatment/faqs-what-is-problem-gambling/
PORTUGAL. Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências. Linhas de orientação técnica para a intervenção em comportamentos aditivos e dependências sem substância: a perturbação de jogo. Lisboa: SICAD, set. 2017. Disponível em: https://www.icad.pt/DocumentList/GetFile?id=483&languageId=1





