Artigos marcados com a categoria: Vida digital

Olhe para cima! Não para o Smartphone!!

  • Artigo publicado em: 28 maio, 2014
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Um vídeo emocionante. Quanto tempo passamos olhando para os nossos smartphones? Quais oportunidades já perdemos por esse comportamento?

Ando na rua e vejo uma legião de pessoas totalmente desconectadas, sim, não pense que só por que está “conectado à internet” você está realmente conectado ao mundo.

É importante a reflexão para que nossa sociedade hipermoderna não se torne definitivamente uma escrava da compulsão do curtir e compartilhar virtual, o que no fim leva ao isolamento real.


Tenham uma ótima tarde!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba

NOMOFOBIA – o medo de ficar incomunicável

  • Artigo publicado em: 28 abril, 2014
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O termo Nomofobia é relativamente novo, refere-se ao medo de ficar sem contato pelo celular ou smartphone. A origem é do inglês: no-mobile (sem celular/smartphone), logo acrescentando sufixo fobia criou-se o termo que se relaciona ao medo de ficar incomunicável. 

Atualmente, estão cada vez mais comuns queixas de pacientes relacionadas ao uso da internet e redes sociais. Na maioria das vezes a queixa vem acompanhada de sintomas de ansiedade, mas sem um motivo aparente, pelo menos não para a pessoa. Investigando um pouco mais a fundo, percebe-se que o uso que o indivíduo está dando ao smartphone, em especial às redes sociais, é algo descompensado e desmedido.

Algumas características comuns:

– Fica inquieto quando está em um local em que não pega sinal 3G ou que não há nenhuma rede wi-fi disponível.
– Fica perdido quando percebe que a bateria do aparelho está acabando e não há nenhuma possibilidade de recarregar.
– Quando sai de um compromisso logo pega o aparelho para atualizar algum fato ou conferir o que os outros estão postando e curtindo
– Em um evento familiar prefere ficar com o celular sempre à mão, e ao menor aviso já corre para ver o que foi atualizado.
– Em um encontro com amigos em um bar, por exemplo, passa mais tempo no celular do que curtindo verdadeiramente o momento.
Essas são apenas algumas das características encontradas. A grande questão é que a maioria das pessoas não vê esse conjunto de comportamentos como um problema, uma vez que muitos à sua volta fazem o mesmo. 

O mais cruel disso tudo é que as famílias estão deixando de se comunicar olho no olho. Sempre vejo casais totalmente separados durante um almoço, cada um no conectado ao seu mundinho de poucas polegadas. Acabam dando mais atenção para quem está on-line do que para quem está à sua frente!


Há ainda os irresponsáveis que fazem o uso do celular enquanto dirigem, cometendo uma infração gravíssima e ainda por cima comprometendo a segurança de outras pessoas.

Nestes casos de uso exagerado, procuro sempre orientar a estipular momentos para usar o celular, caso contrário fica algo sem controle. O importante é criar momentos de qualidade em que o celular fique de lado. Viver mais momentos entre os amigos e a família. Guardar o aparelho quando andar na rua e voltar a perceber tudo à sua volta. Praticar exercícios físicos, andar de bicicleta, nadar, são atividades que movimentam o corpo e deixam suas mãos ocupadas!!

Há uma brincadeira que está sendo usada por rodas de amigos, o Phone Stacking. Em uma mesa de bar, por exemplo, todos colocam os seus aparelhos empilhados no centro da mesa. O primeiro que pegar o celular paga uma rodada para os amigos ou a conta toda. É uma maneira bem humorada e muito ilustrativa de o quanto é importante vivenciar o que acontece a sua volta de maneira intensa! Caso contrário a vida on-line toma lugar da vida real!

O importante é usar o bom senso, afinal de contas, nossos avós viveram muito bem sem internet. Por que é que nós não iríamos conseguir o mesmo por alguns momentos? 

Tenham uma ótima semana!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
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Relacionamento, ciúme e o Facebook – Coluna do Leitor


Para inaugurar a Coluna do Leitor, vou trazer hoje a participação do R., um rapaz de 25 anos que tem uma questão sobre relacionamento amoroso, ciúme e o Facebook: 
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Olá Leonardo,

Tenho 25 anos, sou universitário, namoro há 1 ano e meio e minha namorada é muito ciumenta. Mesmo ela sabendo que sou um cara de respeito e que não fico de olho na mulherada, ela está muito grudada em mim. Esse grude está começando a me sufocar. Onde está mais complicado é com a internet e o celular. Ela fica querendo saber cada passo que dou no Facebook ou cada mensagem que recebo de qualquer pessoa que seja pelo celular. Gostaria que você falasse um pouco sobre esse tipo de ciúme!

Obrigado,
R. 

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Prezado leitor R.,

Um dos temas mais recorrentes no meu consultório estão relacionados a “posse” do outro. Percebo que conviver com as diferenças é o sentido mais puro de liberdade. Deixar que o outro seja livre para ser o que realmente é. Mas, o que vejo na grande maioria dos casos, são pessoas tentando fazer com que o outro se encaixe em um ideal de parceiro que é impossível. É preciso ainda “separar os corpos”!! 
Em um relacionamento há duas pessoas com características diferentes (ideias, personalidade, caráter, círculo social, emprego) e nunca haverá como acontecer uma FUSÃO entre essas duas pessoas. Quem nunca viu casal usando Facebook junto, por exemplo? É uma tentativa primária de fundir duas pessoas. Mais cedo ou mais tarde isso vai cobrar um preço, pois a liberdade e a individualidade podem e devem ser respeitadas para que o casal seja feliz.

Quer a sua dúvida comentada aqui na Coluna do Leitor? 
Escreva para mim!! atendimento@psicologoemcuritiba.com.br ! 
Tenham uma ótima tarde!!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
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O vício digital

  • Artigo publicado em: 24 outubro, 2012
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Em tempos de hipermodernidade, estamos cada vez mais interagindo com o mundo através de ambientes virtuais. Muitos pais, desde cedo, entregam seus filhos aos cuidados das babás eletrônicas modernas: TV, computador, smartphones, tablets e vídeo game. Com a rotina atribulada e com a violência crescente nos grandes centros, acaba tornando-se mais cômodo para todos que os filhos fiquem mais tempo em casa. 

Cuidado, pois você pode estar criando um ambiente favorável para que o seu filho torne-se dependente de internet e afins. Temos apenas que ter a noção de que todos nós precisamos de momentos de qualidade em família e em um círculo de amizades. Isso ajuda a nos motivar a continuar firme na caminhada.

Um adolescente que passa muitas horas por dia na frente de um computador pode estar deixando de vivenciar muitas coisas, mesmo que todo esse tempo seja em uma lan house com “amigos reais”. Se isso passar batido, quando esse mesmo adolescente tornar-se um adulto, apenas irá transferir o mesmo padrão.

É preciso estar atento ao isolamento social, esse é um dos maiores perigos de um possível vício em internet. Por mais que aparentemente estejamos 24h rodeados de pessoas no mundo virtual, essas relações passam a ser baseadas apenas em siglas (facebook, twitter, youtube, games).

Alguns sintomas podem servir de alerta para medir uma possível dependência em redes sociais, games e/ou internet:

Prefere ficar conectado a se relacionar com pessoas fora das redes;

Utiliza o smartphone/tablet enquanto faz suas refeições e com isso acaba ignorando e deixando de interagir com quem está na mesma mesa que você;

Utiliza enquanto está caminhando, deixando de observar as coisas a sua volta;

“Fala” com quem está a sua frente sem olhar nos olhos e continua teclando no celular;

Usa o aparelho na cama antes de dormir e acaba se esquecendo do seu parceiro(a);

Em casa, passa horas em frente ao computador, tablet ou smartphone e deixa de interagir com os outros entes da família;

Mesmo sem nenhum compromisso, checa os e-mails várias vezes por hora, bem como as redes sociais;

Esses sintomas também se relacionam a jogos on-line: dar preferência a jogar no computador/console do que jogar uma partida de basquete com a turma, por exemplo; 

mudança repentina ou gradual no comportamento: o adolescente aparenta estar mais impulsivo, grosseiro e violento com os pais;

isolamento: o jovem fica muitas horas por dia encerrado no quarto, e prefere ficar lá a desempenhar atividades com amigos ou familiares;

alteração no padrão de sono: o jovem passa a dormir muito tarde, dorme pouco. Isso acarreta problemas de concentração nos estudos, bem como na retenção de conteúdos, pois a memória de curto prazo fica comprometida;

queda no desempenho escolar: com as horas na frente do computador aumentando, e os livros de deixados de lado, as notas na escola começam a cair. Também por culpa da alteração do padrão de sono;

alteração repentina ou gradual do círculo de amizades: o jovem “perde” os amigos ou então faz outros apenas pela internet. As amizades passam a ser rasas e puramente digitais.


Assista no final da postagem o Profissão Repórter de 23/10/2012 que fala sobre os “Jovens Conectados”. É um documentário que todos deveriam assistir. Podemos ver claramente crianças e adolescentes que estão entregando suas vidas ao uso de uma interface tecnológica. Uns passam horas por dia em uma lan house, outros não largam o celular nem dentro de sala de aula. Isso não é saudável. Há relatos de casos de abandono escolar, pequenos furtos para sustentar as horas de lan house e ainda agressividade e ansiedade generalizada ao se deparar com a distância do computador. Uma mãe relata a vivência com o filho como a de uma mãe de um dependente químico.

É um alerta e tanto! Converse com seu filho. Não deixe que um meio tecnológico subtraia a subjetividade e a beleza de uma fase tão importante no desenvolvimento humano. Onde estão os jogos de tabuleiro que serviam de diversão para toda a família? Ou então aquela sessão de cinema com muita pipoca e guaraná? Temos muitas possibilidades de diversão, cabe a nós usar a nossa criatividade! Caso sinta que a situação fugiu de controle, procure ajuda, consulte um psicólogo!

Tenham uma ótima tarde!



Profissão Repórter de 23/10/2012  “Jovens Conectados”


Jovens Conectados – 23-10-2012 – Profissao Reporter from PsicologoemCuritiba on Vimeo.

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Segurança na Internet: dicas de como proteger e orientar

  • Artigo publicado em: 9 outubro, 2012
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É importante sempre monitorar e aconselhar os filhos sobre a internet. Se o uso está exagerado, combine uma determinada quantidade de horas por dia para o uso.  Os pais devem ainda ficar atentos aos perfis em redes sociais. Procure fazer parte deste mundo digital, se você não sabe direito como utilizar o computador, faça um curso ou mesmo peça para o seu filho lhe ensinar. 




É sempre importante orientar com relação a:

salas de bate-papo, MSN, Skype e ICQ: o perigo pode estar em falsas amizades. Muitos pedófilos utilizam essas salas para conseguir fotos ou até marcar encontros com menores. Essas fotos podem ser manipuladas e distribuídas pela rede, fugindo completamente do controle. Há ainda o risco de que tal encontro seja marcado e que o menor seja levado a pensar se tratar de alguém de sua idade, mas na verdade é um adulto buscando sexo com crianças e adolescentes. 

Orkut, Twitter, Facebook,  Myspace e Google +: orientar o adolescente para ter cuidado com o que se diz e se faz nas redes sociais. A internet é uma extensão da “vida real”, atos reprováveis o são dentro ou fora dela. As redes sociais são uma ferramenta interessante para manter contato com pessoas de interesse semelhante, porém é um alvo fácil de todo o tipo de absurdos. Há diversos casos de perfis falsos, em que alguém se passa por outra pessoa, com fotos e tudo mais. Há também casos de cyberbullying que seria o bullying dentro da internet. Há ainda o perigo de se ter os dados roubados ou ainda usados contra o internauta. É importante para os menores que sejam bloqueadas toda e qualquer informação como telefone ou ainda a escola que estuda. Esse tipo de informação pode servir de instrumento para um pedófilo ou ainda para aplicar o golpe do falso sequestro. 

Fotologs: essa moda passou há pouco tempo. Mas o que preocupava era que adolescentes, principalmente meninas, exibiam-se em poses pra lá de sensuais. Uma vez publicadas, essas fotos podem ser usadas em sites de pornografia, perdendo-se completamente o controle.

Youtube: podemos dizer que é uma febre do momento fazer vídeos e colocar na rede. A grande maioria dos vídeos é completamente inocente, como mostrar o cachorro brincando para os amigos, ou então mostrar um jeito diferente de andar de bicicleta. O problema é quando são feitas cenas comprometedoras, até de cunho sexual, e os vídeos são publicados na rede. Assim como no caso das fotos, perde-se completamente o controle. Diversos casos foram relatados na mídia recentemente.

Jogos eletrônicos: a recomendação é verificar a faixa etária a que o jogo se destina. Se há uma determinação é porque o conteúdo do jogo pode apresentar cenas de violência, sangue, palavrões e tantas outras coisas. Se um jogo é recomendado para maiores de 16 anos, não deve ser jogado por um adolescente de 12 ou então por uma criança de 8 anos. 



Assista abaixo uma reportagem do Jornal Hoje (09/10/2012) tratando do tema Segurança na Internet:



Segundo Rodrigo Nejim, da SaferNet Brasil, a escola é a fonte prioritária dos pais no que diz respeito a esclarecimentos sobre o uso da internet. Em uma pesquisa constatou-se que metade dos professores acham que as medidas de proteção atuais são insuficientes. E ainda 55% acham que é preciso encarar esse assunto e ensinar sobre segurança na internet às crianças. 

A meu ver esse é um assunto que deve ser trabalhado em conjunto entre os pais e a escola. Essa parceria é fundamental para o sucesso do tema. Em sala de aula as crianças e adolescentes podem trabalhar com atividades relacionadas. Em casa os pais têm o papel de supervisionar e reforçar o que foi trabalhado em sala de aula.

Aqui no blog já tratei do tema em outras ocasiões clique aqui para abrir as postagens.

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