Artigos marcados com a categoria: Psicologia

As tensões nossas de fim de ano

  • Artigo publicado em: 15 dezembro, 2014
  • Categorias:
Quem nunca percebeu como o final de ano é uma época tensa? Por que será?

Todos os anos recebo queixas de pacientes relatando estresse, ansiedade, dificuldades de concentração. São sintomas genéricos, porém se encaixam de maneira particular em cada caso. Nesta época do ano, final de novembro e começo de dezembro, tais queixas costumam se intensificar. Tudo vai depender de como a pessoa está encarando sua jornada de 01 de janeiro até aqui.

Acontece um pouco como se estivéssemos nos equilibrando em cima de um muro. Do lado de cá 2014, do lado de lá 2015. Este é um momento de reflexão sobre tudo o que fizemos durante o ano. Levantamos nossos acertos, erros, omissões, falhas, enfim fazemos um balanço. 

Tudo o que aconteceu no ano, coisas boas e ruins, pesam e muito neste balanço. O ponto que considero importante é observar que certas coisas boas podem e devem ser mantidas e ampliadas em 2015. Ao passo que algumas ruins se esgotam em 2014 e outras, infelizmente, terão que ser levadas junto e administradas para o próximo ano.

Esta ilustração é simbólica e reflete o momento que estamos vivendo. Precisamos, acima de tudo, buscar forças para reconhecer os nossos erros e acertos, e pular de maneira firme para o lado de 2015. Só assim continuaremos firmes nossa jornada. Caso contrário, ficamos presos no ano que se foi, deixando de viver o que está em curso.

O ano novo também tem uma conotação de renovação e libertação. Aproveite esta data e escolha o que você quer renovar e o que você não quer mais na sua vida. 

Que tal aproveitar esses últimos dias de 2014 para refletir sobre estas questões? 

Tenham uma ótima semana!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba

Namorar e se masturbar é normal? – Coluna do Leitor

  • Artigo publicado em: 9 outubro, 2014
  • Categorias:
Recebi o seguinte e-mail com uma dúvida, vamos a ela:
 
 
“Olá Leonardo. Tenho uma namorada há 2 anos. De uns tempos para cá, comecei a me masturbar com mais frequência do que antes, principalmente assistindo filmes eróticos. Minha namorada não gosta e diz que isso é um absurdo, que é uma traição. Nós transamos de vez em quando, mas mesmo assim eu sinto vontade de me masturbar e ver filmes. Isso é normal?”
 
J.M.V. 25 anos, homem
 
 
Olá J.M.V.,
 
É perfeitamente normal se masturbar, mesmo tendo um relacionamento estável. Assim como também é normal que o homem tenha mais desejo por consumir pornografia. Existe um componente inerente a homens e mulheres, chama-se libido. Pode-se dizer que a libido é a “energia mental” que nos move. Podemos direciona-la para a sexualidade ou ainda para outros aspectos de nossas vidas, como os estudos ou carreira. 
 
Essa energia fica represada e em alguns momentos precisa ser utilizada. Por mais que você tenha seu cotidiano repleto de afazeres, fica parecendo que algo ainda está faltando. Aqui que entra o desejo sexual. Pela sua idade, seus hormônios estão em níveis altos, está em plena atividade reprodutiva, nada mais natural pensar mais em sexo do que antes.
 
A resposta sexual do homem funciona de maneira diferente da mulher. Os homens tendem a serem mais visuais, talvez essa seja uma explicação de o homem gostar mais de pornografia do que a mulher. O primeiro estágio da resposta sexual, a excitação, é vivenciado de maneira plena tanto na masturbação quanto no ato sexual.
 
A masturbação também é uma prática sexual, individual, mas não deixa de ser uma. O corpo é seu e só você sabe como fazer para lidar de maneira mais saudável e satisfatória com ele. Há homens que se masturbam para relaxar, para conhecer melhor o seu corpo ou ainda para “equilibrar” a libido e durar mais durante uma transa. A masturbação, desde que com um intervalo de tempo, pode ser uma grande aliada para quem tende a chegar ao orgasmo muito rápido durante a transa. 
 
O que é muito comum, em casos como o seu, é que a parceira fantasie não ser “boa o suficiente” para o parceiro. Isso pode gerar um sentimento de culpa, ciúme e ainda de raiva por não entender ao certo o que está acontecendo. “– Eu faço tudo por ele, por que é que ele ainda precisa ver pornografia?”.
 
A única ressalva seria com relação ao excesso. Masturbar-se várias vezes ao dia pode acabar se tornando um comportamento compulsivo. Acontece com alguns homens deste comportamento tomar lugar do “real” e os relacionamentos ficarem de lado. Nestes casos a ligação da masturbação com a pornografia acaba tomando um espaço considerável no cotidiano. Se esse for o seu caso, informe-se ou busque auxílio profissional. 
 
Converse com sua namorada! Tenho certeza que vocês tem tudo para chegar a um consenso sobre o assunto.
 
Obrigado pela participação!
 
Tenha uma ótima tarde!
 
 
Participe da Coluna do Leitor! Envie sua questão para atendimento@psicologoemcuritiba.com.br . Seu nome e seus dados serão mantidos em sigilo absoluto! A sua dúvida pode virar um artigo e ser publicada aqui no meu site!

Brasil 1 X 7 Alemanha – o que podemos dizer?


Podemos resumir a atuação da seleção brasileira nesta Copa como um misto de improviso, instabilidade emocional e um treinador que não fez as escolhas certas. Desde o primeiro jogo via-se que algo não estava bem.

Sem dúvida alguma haveria pressão por jogar em casa, mas eles são atletas de elite, devem ser preparados para tal. Será foi isso que faltou? Provavelmente sim. 

Depois da choradeira no jogo das oitavas de final contra o Chile a seleção demonstrou claramente estar no fio da navalha, a psicóloga da seleção foi chamada. Nos bastidores comentou-se que houve muita resistência por parte dos jogadores para se engajar no trabalho proposto por ela. 


Fomos para mais um jogo contra a Colômbia, e nele perdemos a peça chave do time, o jogador Neymar. O que era ruim, ficou ainda pior no quesito emocional e psicológico. Não tenho dúvidas que a equipe se abateu. Mas novamente levanto: são atletas de elite, precisam estar preparados.

Os dias que antecederam o jogo fatídico contra a Alemanha foram uma crônica de uma tragédia anunciada. SIM! Ou alguém achou que depois de todas as demonstrações que algo não ia bem seríamos capazes de passar pelo forte time alemão?

A fórmula da catástrofe foi a seguinte: 
– um time instável emocionalmente
– pouquíssimo treino na nova formação pós lesão do Neymar; 
– na véspera do jogo, ao invés de usar o tempo para algo criativo, o time foi atendido por um cabeleireiro; 
– a pressão de jogar em casa e de não fazer feio;
– a pressão por já ter uma “mão na taça”, postura colocada pelo Parreira;
– um treinador que muitos chamam de teimoso por não mudar a formação do time, a perda de sua maior estrela;
improvisos e gambiarras táticas que não funcionaram e nunca dariam certo;
pouca concentração, a Granja Comary mais parecia uma colônia de férias do que um campo de treinamento de uma seleção de futebol
– a torcida fez sua parte, mas tenho a sensação de que o cantar o hino “à capela” possa ter trazido uma falsa sensação de unidade e de que está tudo bem.



Alguns dizem que os alemães são frios, eu já acho o contrário, eles são práticos e sabem muito bem o que fazer. Desde o princípio se refugiaram em um Resort construído pela Federação Alemã em Santa Cruz Cabrália – BA. Fugiram dos holofotes e buscaram um denominador comum: treinar e ganhar a Copa. Usaram como base um time já formado, vários jogadores já convivem e jogam juntos há anos.

Outro ponto importante é o exemplo de “bons vencedores” que os alemães deram. Apesar de estarem “chutando um cachorro morto”, em nenhum momento desmereceram a seleção ou os brasileiros. Que essa mensagem fique para todos nós. Pior que um mau perdedor, é um mau vencedor.


Já a seleção brasileira, que muitos chamavam de “família Scolari”, não se viu como um time, pelo menos é essa a sensação que temos. Pouco entrosamento, pouca criatividade. Espero que tudo isso sirva de lição e que a seleção trabalhe o futuro com resiliência,  tirando uma oportunidade de crescer e desenvolver novas competências após este evento traumático. E, por favor, levarem a sério o trabalho psicológico durante toda a preparação para 2018. Vimos o quanto faltou trabalhar o emocional.



Bem, a vida segue. Essa ressaca moral vai passar. Para nós adultos é mais fácil de entender que tudo isso é um jogo e que temos coisas muito mais importantes para fazer e nos preocupar.

O que mais me preocupa são as crianças, elas ainda não tem um repertório emocional tão elástico quanto os adultos. É uma boa oportunidade para os pais de mudar um pouco o foco e falar mais sobre a vida.  Ressaltar a importância da disciplina, da preparação, de estudar, para que se for algo dar errado, pelo menos ter a certeza de que tentamos. Construir junto com a criança a capacidade de lidar com a frustração como a deste momento.                                       

Esse jogo foi uma vitória da competência sobre a malandragem, a consagração do planejamento sobre o improviso. Nosso famoso “jeitinho” nem sempre funciona e pode ser uma verdadeira armadilha!! Que isso sirva de exemplo para todos nós, em toda e qualquer área de atuação. 



Vida que segue! 
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba

Dificuldades para cumprir “promessas” de ano novo – Coluna do Leitor

  • Artigo publicado em: 21 janeiro, 2014
  • Categorias:
A nossa leitora R.M. nos enviou uma questão, vamos a ela:
Olá Leonardo,
Sempre tive dificuldades de cumprir as minhas promessas de ano novo. Algumas vezes até consegui começar, mas com o passar dos dias a empolgação vai passando e entrego os pontos. No ano passado tinha feito uma promessa de parar de fumar. Até consegui passar por janeiro e fevereiro longe do cigarro, mas no decorrer do ano fui pipocando e usando de vez em quando. Esta é uma das minhas promessas para 2014, conseguir largar o cigarro, já estou a 10 dias longe!! A outra promessa é terminar de uma vez a minha faculdade, precisei estica-la um pouco para poder trabalhar. Faltam apenas 3 matérias e a monografia. Estou preocupada em me decepcionar novamente!  Isso é sinal de fraqueza? Tem alguma dica?

Obrigado!
——


Prezada leitora R.M.
Acredito que o termo “promessa” não seja o melhor para o que está desejando fazer. Como diziam os antigos: “- Prometer é uma coisa, cumprir é outra!”.  
Nossas vidas são como uma empresa, precisamos administra-la para que “dê lucro”. Seguindo este ponto de vista, podemos estabelecer metas e tarefas no decorrer do ano para atingir determinados objetivos. Ter dificuldades nestes aspectos não são um sinal de fraqueza, mas sim uma falta de foco! 
No seu caso, são duas as metas para o ano de 2014: parar de fumar e terminar a faculdade.

Parar de fumar é algo que precisa ser elaborado. Dentro deste objetivo você pode estabelecer várias tarefas para ajuda-la:  praticar atividades físicas, melhorar a alimentação, tomar mais água, fazer um checkup médico. A grande questão é que não adianta executar essas tarefas por dois meses, é preciso manter o foco e ter bem estabelecida qual é a meta a ser cumprida. Aproveite esse embalo inicial de estar 10 dias longe do cigarro e estabeleça as próximas tarefas!
Para a sua segunda meta, terminar a faculdade, a estratégia é dividir o ano em trimestres com tarefas pré-determinadas! Por exemplo: no primeiro trimestre você vai concluir o anteprojeto da monografia com o tema, justificativa e parte da bibliografia. No começo do segundo trimestre você termina toda a pesquisa bibliográfica e passar tudo para a discussão do tema escolhido. No terceiro trimestre são as conclusões finais, reuniões com o orientador e os retoques. No último trimestre é o momento de ensaiar a apresentação e montar um bom powerpoint para valorizar o seu trabalho.
Criando um plano de metas e tarefas, a sua “empresa pessoal” dará lucro e não prejuízo. A única maneira que conheço de passar por dificuldades é colocar no papel e planejar bem os passos. Há quem diga que isso seria algo muito metódico, mas nós humanos precisamos de regras, essa é uma das características que nos faz humanos!

Obrigado por sua participação! Boa sorte e tenha um bom ano!!

——Quer participar da Coluna do Leitor? Envie sua questão para o e-mail: atendimento@psicologoemcuritiba.com.br ou ainda através da nossa fan page www.facebook.com/UmPsicologoemCuritiba ! Será um prazer em recebe-los!

Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba

Falecimento de celebridade e a identificação das pessoas com a morte – Coluna do Leitor

  • Artigo publicado em: 3 dezembro, 2013
  • Categorias:
O nosso leitor G.L. nos enviou uma questão, vamos lá:
——- 

Leonardo tenho observado um fenômeno no facebook que sempre que morre alguém famoso, as pessoas que não tem nada a ver com o morto começam a falar sobre o fato, acabam de uma certa forma tentando se ligar ao problema, ou ao defunto, por exemplo, esse final de semana que morreu o ator dos velores e furiosos, pessoas mais variadas viraram fãs incondicionais do cara, qual o motivo disso? Não sei se fui bem claro, me parece algo como sentir necessidade de fazer parte de uma coisa grande. 
Obrigado.
G.L.

——-

Olá G.L.
Acredito que possa haver uma identificação coletiva com a celebridade que faleceu. No caso em questão, o ator Paul Walker era um homem jovem e com filmes de sucesso.
Tanto a sua vida privada quanto a profissional acabam sendo idealizadas pelas pessoas. 
Ao assistir Velozes e Furiosos há uma identificação com o cara que tenta ajudar a mocinha e ainda por cima tenta converter os bandidos para “fazer o bem”. Em suma, um personagem como esse não tem como não ser adorado pelos fãs. 
Entendo a sua questão. Algumas pessoas falam como se sentissem a necessidade de fazer parte de algo maior do que elas, no caso a morte de alguém famoso. Em um momento como estes há quem lamente, quem diga que “já sabia que isso ia acontecer” ou ainda que não acredita no que está acontecendo. 
Há ainda outro aspecto do importante no falecimento. Quando ele acontece, há uma tentativa de elaboração do luto. Para tanto, nada melhor do que falar sobre o ocorrido. Esse movimento acontece em qualquer esfera, na familiar ou na pública. Quem vivenciou mortes marcantes como a de Airton Senna lembra de que o Brasil falou no assunto por semanas, era difícil de acreditar que um herói nacional tinha sucumbido.
Outra morte recente comentada a exaustão foi a do Michael Jackson. Por ser um ícone da música e ter marcado mais de uma geração, a repercussão foi bastante grande. Lembro que os canais dedicados à música fizeram maratonas para homenagear o cantor, chegaram a tocar suas músicas por 24h seguidas. Tudo isso acaba se tornando uma tentativa de elaborar o luto pela perda e os fãs acabam vivenciando isso também. 
Obrigado pela sua participação! Um grande abraço e até a próxima!
Leonardo Fd Araujo
——-
Quer participar da Coluna do Leitor? Envie sua questão para o e-mail: atendimento@psicologoemcuritiba.com.br ou ainda através da nossa fan page www.facebook.com/UmPsicologoemCuritiba ! Será um prazer em recebe-los!
Tenham uma ótima semana!
Leonardo Fd Araujo CRP 08/10907
Psicólogo e Coach
Tel: 3093-6222

Rua Padre Anchieta, nº 1923, sala 909
Bigorrilho – Curitiba